Minhas impressões do SecondLife

Li um relato bem legal no site da Computerworld da aventura de uma repórter americana obrigada por sua editora a freqüentar e criar uma segunda vida no programa. Muito divertida a forma que ela contou a história – em primeira pessoa. O objetivo da matéria era saber o que empresas como IBM, Cisco, estavam fazendo lá. Quanto ao meu relato…

Dá pra contar nos dedos quantas vezes acessei o Second Life. Como muitos aqui na sala, fiz um avatar besta por lá e visitei a tal ilha que representa o Brasil. Também entrei no prédio de dois andares do SEBRAE e só vi uns cartazes e ninguém para trocar uma idéia. Tentei fazer uma entrevista (como combinado) com alguns visitantes do espaço do PSDB, ninguém me deu bola. Já no Democratas, a conversar foi com uma atendente zumbi com camiseta do partido, mas ela também não me respondeu. “Onde houver um brasileiro… lá estão os Democratas”. Tá bom!

Dentre outras futilidades que fiz nesse mundinho, acho que a coisa mais divertida foi ter pegue o controle remoto de um cara e brincado com o helicóptero de brinquedo dele até o troço se espatifar no chão e explodir. Ouvi um bocado de palavrões e com medo de levar uma surra virtual, resolvi voar rumo ao infinito. Daí cansei, desloguei, fechei o programa e o removi do meu computador. Tchau!

Esse mundo chamado SecondLife

O SecondLife é um mundo virtual em 3 dimensões, novinho em folha, inteiramente construído por seus residentes. Ele foi aberto ao público em 2003 e desde então está crescendo explosivamente. Nesse metaverso (universo virtual), por meio de um avatar (personagem), os residentes podem interagir. Nesse mundo, você pode fazer tudo que faz no real e ainda voar ou se teleportar para qualquer lugar.

No entanto, Philip Rosedale, o homem que concebeu esse universo virtual, já estava planejando-o há mais de dez anos. Assim como em todas as nações em desenvolvimento, a história do Second Life é uma história de lutas, reivindicações e reafirmações de pontos de vista – claro que, felizmente, não foi preciso derramar sangue para isso. Essa nova nação passou do período feudal –  no qual tudo era taxado e você precisava pagar até para respirar – para o período das grandes navegações, em cerca de dois anos (entre 2003 e 2005).

As grandes navegações foram expedições estimuladas pelos governantes para que novas terras fossem descobertas (quer dizer, criadas), com o objetivo de ampliar os horizontes sociais e comerciais. Em 2006, iniciou-se o período de colonização, quando todos passaram a ter o direito de criar um
avatar gratuitamente, aumentando consideravelmente sua densidade demográfica.

Parece que 2008 será  o ano da Revolução Democrática – o código-fonte do programa-cliente tornou-se público, os residentes já reivindicam direito de voto em questões que mexam diretamente com seus interesses virtuais, inicia-se o processo de criação de tribunais regionais (questões que precisem ser julgadas poderão sê-las dentro das regiões onde aconteceram, dependendo da gravidade, sem haver a necessidade de levá-las ao governo central) e assim por diante.

Em seu pouco tempo de vida, o Second Life já teve de tudo: lutas de classe, movimentos anticapitalismo e até a explosão de uma “bomba atômica”! A arte imita a vida? Parece que nesse caso, sim.

Notas curtas

Nota 1 – BLOG
Blog é uma abreviação de weblog, qualquer registro frequente de informações pode ser considerado um blog (últimas notícias de um jornal online por exemplo). A maioria das pessoas tem utilizado os blogs como diários pessoais, porém um blog pode ter qualquer tipo de conteúdo e ser utilizado para diversos fins. Uma das vantagens das ferramentas de blog é permitir que os usuários publiquem seu conteúdo sem a necessidade de saber como são construídas páginas na internet, ou seja, sem conhecimento técnico especializado.

Nota 2 – Computação nas nuvens
Você já ouviu falar no termo “Computação nas Nuvens“? O conceito é claro, cada vez mais as informações estarão disponíveis e mais pessoas terão acesso a essas informações, graças à disponibilização de muitos serviços on-line, alguns deles gratuitos, e que devem baratear o preço dos computadores, inclusive, aumentando a presença on-line de pequenas empresas e fornecedores de serviços. Já existem vários sites que são praticamente sistemas operacionais on-line, além de muitos serviços que disponibilizam ferramentas fantásticas on-line. Seguindo esse exemplo temos o Google com o Google Docs, Gmail e tantas outras aplicações que acabam transformando o computador em uma plataforma de acesso às aplicações, que estariam em uma grande nuvem – a Internet.

WEB 2.0

Desde o surgimento da internet, várias mudanças no mundo das novas tecnologias surgiram, ou melhor, ela, por si só, é a grande mola motora das mudanças dentro do cenário da modernidade. A Web 2.0 é um dos conceitos que vieram para revolucionar o mundo virtual.

Não é de hoje que a internet possibilita a interação entre máquina e ser humano, mas o conceito de Web 2.0 veio, literalmente, para mudar a maneira de entender a web. Na verdade, essa colaboração não é um conceito surgido com a “nova web”, mas, sim, um dos recursos mais antigos da internet. Entretanto, a tecnologia que permite a aplicação desse conceito e, assim, o compartilhamento de informações surgiu com a internet colaborativa.

A Web 2.0 fez da internet uma prestadora de serviços que funciona através de programas que rodam em uma plataforma, a própria internet. Também chamada de internet colaborativa, ela é uma plataforma de programas de gestão de informações, ou seja, de gestão de conteúdos que não são apenas publicados na Rede, mas prestam serviços como alguns programas já instalados no próprio computador. E atualmente, existem softwares (programas) que prestam serviços tão bem quanto esses programas que já vêm no “PC”. Um bom exemplo é o Writely, no qual qualquer um pode editar um texto de qualquer lugar do mundo e ainda chamar pessoas para colaborar, publicar um blog e outras coisas mais. É uma forma de computação nas nuvens, visto que esses tais programas não ficam instalados na máquina em si, mas em um determinado local não especificado. É como se estivesse solto no espaço cósmico virtual. Através disso, vários programas podem ser integrados ao mesmo tempo e várias pessoas podem estar conectadas, interagindo, no mesmo instante.

Diferentemente da mídia impressa que sempre publicou conteúdos, a “nova internet” promove a interação entre máquina e ser humano. Assim, a internet colaborativa através de seus softwares ou programas possibilita uma integração de idéias como, por exemplo, através de listas, fóruns de discussão, blogs e editores de texto.

Os softwares funcionam transformando informações que podem ser lidas por outros usuários na internet. Não existem limites para o usuário que deseja interagir com o conteúdo colocado na Rede. Isso é a Web 2.0 que é, sem dúvida, o grande futuro da própria internet.

Computação nas Nuvens

Você já ouviu falar no termo “Computação nas Nuvens“? O conceito é claro, cada vez mais as informações estarão disponíveis e mais pessoas terão acesso a essas informações, graças à disponibilização de muitos serviços on-line, muitos gratuitamente, e que devem baratear o preço dos computadores, inclusive, aumentando a presença on-line de pequenas empresas e fornecedores de serviços.

Esse conceito não é novo para quem trabalha com internet, mas ganha cada vez mais destaque com declarações da Google estar trabalhando na sua “computações nas Nuvens”. O termo refere-se à possibilidade de utilizarmos computadores menos potentes que podem se conectar à Web e utilizar todas as ferramentas on-line, seguindo o exemplo que o Google propõe com o Google Docs, Gmail e tantas outras aplicações. Assim, o computador seria simplesmente uma plataforma de acesso às aplicações, que estariam em uma grande nuvem – a Internet.

Vale lembrar, que como o termo não é nada novo, já existem vários sites que são praticamente sistemas operacionais on-line, além de muitos serviços que disponibilizam ferramentas fantásticas on-line. Exemplo recente da Adobe, que disponibilizou uma versão on-line do Photoshop.

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